
Planear o trabalho numa instituição é, muitas vezes, a parte mais invisível — e mais crítica — do cuidado.
Quando tudo corre bem, ninguém repara. Mas quando existe uma falta, uma alteração de última hora ou um serviço que fica “a descoberto”, o impacto sente-se de imediato: na equipa, na organização e, sobretudo, na pessoa cuidada.
Durante muito tempo, este planeamento foi feito com Excel, papel, quadros afixados e mensagens rápidas. E a verdade é que, em muitos casos, funciona… até deixar de funcionar.
À medida que as instituições crescem e o cuidado se torna mais personalizado, o desafio deixa de ser “ter um mapa”. Passa a ser ter um planeamento que seja claro, flexível e fácil de atualizar.
É aqui que entram as Escalas de Serviço.
A gestão por turnos continua a ser essencial e funciona muito bem em muitos cenários: equipas por manhã/tarde/noite, rotas, equipas por piso ou por área.
No entanto, hoje existem cada vez mais situações em que o cuidado não se organiza apenas por “um grupo num turno”.
No serviço de apoio ao domicílio, isso é evidente: visitas, blocos de serviço, serviços prolongados e alterações frequentes fazem parte do dia-a-dia.
Mas também em residências existem momentos em que faz sentido planear ao nível do utente, como acompanhamentos individuais, intervenções específicas, serviços programados por profissionais técnicos ou necessidades particulares.
As escalas de serviço existem para resolver problemas muito concretos:
Primeiro, ajudam a reduzir o risco de existirem serviços a descoberto, porque a instituição consegue visualizar rapidamente o que está planeado e o que ainda não tem profissional atribuído.
Depois, aumentam a clareza para as equipas. Cada profissional consegue ver o seu mapa de trabalho e a instituição tem uma visão geral do serviço.
E, por fim, reduzem tempo administrativo. Quando o planeamento é simples de criar e de alterar, a coordenação passa menos tempo a “refazer mapas” e mais tempo a acompanhar pessoas e equipas.
O processo é simples:
Primeiro, cria-se o bloco de serviço (com horário e repetição).Depois, atribui-se o profissional — ou deixa-se essa atribuição em aberto.
A partir daí, a escala pode ser consultada por utente, por profissional ou numa visão geral do serviço.
Na Sioslife, esta organização liga-se às tarefas e registos já existentes e pode ainda ser exportada para relatórios em Excel ou PDF.
Uma escala de serviço é, na prática, um mapa de trabalho planeado ao nível do utente, em blocos reais de tempo.
Em vez de se pensar apenas em turnos por equipa, passa a ser possível planear de forma simples:
Quem vai estar com este utente?Em que dia?A que horas?
Esta lógica é especialmente útil em contextos com serviços individualizados — mas aplica-se tanto a serviço de apoio ao domicílio como a residências, sempre que existe necessidade de planear trabalho com mais detalhe.
Ao acompanhar instituições no terreno, percebemos que existiam realidades onde a gestão por turnos, por si só, não resolvia tudo.
O que faltava era uma forma simples, visual e rápida de planear serviços mais individualizados, reduzir falhas e facilitar alterações.
Foi por isso que criámos as Escalas de Serviço: para dar às instituições uma ferramenta mais flexível, sem complexidade desnecessária — e sempre com o cuidado no centro.
As escalas de serviço existem porque o cuidado evoluiu.
Hoje, instituições de residências e serviço de apoio ao domicílio precisam de mais clareza, mais flexibilidade e mais visão sobre o trabalho das equipas.
Quando o planeamento é simples e visível, reduzem-se falhas, poupa-se tempo e melhora-se a qualidade do serviço.